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Tuesday, 03 March 2020 20:24

8M será marcado pela luta em defesa da Democracia e contra o autoritarismo

8M será marcado pela luta em defesa da Democracia e contra o autoritarismo Convocação

Confira a nota da União Brasileira de Mulheres convocando todas e todos para o ato de 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres.

O 8 de março será marcado pela luta em defesa da democracia contra a escalada do autoritarismo do governo Jair Bolsonaro, em repúdio ao incentivo do ódio, da intolerância e da divisão entre o povo brasileiro.

DEFESA DA DEMOCRACIA E DO ESTADO LAICO

Defendemos a democracia e o estado laico com liberdade para todas religiões e as instituições consagradas na Constituição de 1988. Recentemente Bolsonaro convocou manifestações públicas defendendo o fechamento do Congresso Nacional, com isso ataca o Estado Democrático de Direito. Ele defende a volta da Ditadura Militar porque precisa calar a participação popular nas ruas, conselhos, parlamentos para garantir Estado mínimo para o povo e máximo para os poderosos.

As mulheres estão no centro deste ataque. São projetos, decretos, portarias e campanhas que tiram direitos sociais, trabalhistas, previdenciários. Nos somamos à luta pelo fortalecimento da FRENTE AMPLA PELA DEMOCRACIA! Estaremos nas ruas e nas urnas aumentando a participação das mulheres em todos os espaços de poder.

EM DEFESA DO EMPREGO CONTRA O DESMONTE DO ESTADO, PELA SOBERANIA NACIONAL

Queremos o Brasil soberano livre da dependência econômica e da vergonha de ter um Presidente inimigo da democracia e servil a agressores imperialistas como Trump. Amamos a bandeira do Brasil e por ela rechaçamos a entrega das riquezas naturais e das indústrias nacionais, estatais ou privadas, do país. Não aceitamos a venda da Petrobras, da Eletrobrás e muito menos a entrega da Amazônia!

O Orçamento da União é do povo e não dos bancos. É inaceitável que bancos recebam 42% do orçamento da União e áreas como educação e saúde não atinjam 5% cada.

Precisamos de investimentos públicos que façam crescer a economia e garantam EMPREGOS DECENTES e salários igualitários. Defendemos uma educação emancipadora, laica, pública, gratuita, contra os cortes na educação e nos investimentos em ciência e tecnologia. E CRECHES que abriguem as 12 milhões de crianças de 0 a 3 anos que precisam de vaga.

Abaixo a CARESTIA! Nas eleições, Bolsonaro prometeu o botijão de gás a R$35,00 e a gasolina a R$ 2,50. O gás já chegou a R$ 80,00 e a gasolina a R$5,00. A cesta básica está em R$ 250.00 e o salário mínimo, R$ 1.045,00. De acordo com o IBGE, houve aumento de 27% no uso da lenha ou do carvão só nos últimos anos, ou seja, 3 milhões de novos domicílios. O uso da lenha ou carvão é maior nas regiões Nordeste (4,8 milhões dos lares) e Sudeste (2,9 milhões de lares). A volta à lenha é sintoma do empobrecimento das famílias brasileiras, da perda de direitos pelos trabalhadores e da precarização da mão de obra. Tende a agravar-se ainda mais com a Reforma da Previdência.

No mercado de trabalho já ganhamos 30% a menos que os homens realizando o mesmo trabalho. As mulheres negras recebem menos ainda. A Reforma Trabalhista jogou 33 milhões de trabalhadores na ocupação informal, sem qualquer direito e gerou 13 milhões e meio de desempregados dos quais 53,8% são mulheres. A aposentadoria se tornou privilégio para poucos. Mais de 108 mil mães aguardam a liberação do auxílio-maternidade. Não ao DESMONTE do INSS!

Estamos nas ruas contra o desmonte do SUS que provoca calamidades, como o aumento de 30% da sífilis no Brasil em 2018, com 158 mil casos dos quais 62.599 em gestantes e 26.210 em bebês. A mortalidade materna cresce desde 2013 matando 70 mulheres em 100 mil por ano, quando a meta aceitável para os parâmetros da OMS é de 33 por 100 mil mulheres. Os cortes na saúde pública ameaçam a vida do povo, e mesmo com esses dados o Brasil investe cada vez menos em saúde para as mulheres.

PELA VIDA DAS MULHERES

Repudiamos o machismo, a misoginia, o racismo, a LGBT-fobia e todas as formas de opressão, que crescem a cada dia em nosso país. Fruto do capitalismo, do patriarcado, do avanço do fascismo e do ódio estimulado pelo Governo Jair Bolsonaro, nas redes e nas ruas. O Brasil está entre os mais violentos do mundo. Precisamos combater todas as formas de violência e discriminação!

Queremos segurança para a população e cadeia para todos os milicianos de plantão, estejam onde estiverem. Não aceitamos a impunidade de crimes políticos como os assassinatos de Marielle e Anderson. Queremos saber: “Quem mandou matar Marielle?”

Denunciamos os cortes de recursos para o combate da violência contra a mulheres. Apenas 9% dos municípios tem Delegacia para as Mulheres e a maioria está sucateada. É inaceitável.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que as ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha chegam a mais de 60 mil casos. Em média 530 mulheres acionaram a Lei Maria da Penha por dia. Ou seja, são 20 pedidos de socorro por hora. A violência contra as mulheres é uma das principais formas de violação dos direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física.

O Brasil possui a quinta maior taxa de feminicídio no mundo. Aumentou o assassinato de mulheres por arma de fogo, a flexibilização da posse de armas de fogo implementada pelo governo Bolsonaro tende a ampliar esse número. Mais armas de fogo, mais feminicídio. Em 2019, o feminicídio no país aumentou 13%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres no país.

O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. As mulheres negras são ainda mais violentadas. Entre 2003 e 2013, houve aumento de 54% no registro de mortes de mulheres negras, passando de 1.864 para 2.875 nesse período. Os parceiros/ex-parceiros, familiares são os principais agressores.

BASTA DE FEMINICÍDIO! UMA VIDA SEM VIOLÊNCIA É UM DIREITOS DE TODAS AS MULHERES! 

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

Temos direito à nossa PÁTRIA desenvolvida e soberana. Somos mulheres trabalhadoras e exigimos que o Brasil sirva à maioria do povo, com a participação das mulheres para o desenvolvimento nacional.
Para tanto, é fundamental que ampliemos o número de mulheres na política. Apesar de sermos apenas 13% de vereadoras,12% de prefeitas e o Brasil ocupar a 155ª posição na representatividade feminina parlamentar em uma lista de 193 países, machistas querem restringir nossa participação ao confinamento do lar e acabar com as cotas e outros mecanismos de apoio às candidaturas femininas.
Nosso grande desafio é transformarmos nossa indignação em ação nas urnas, em outubro de 2020. Precisamos impulsionar as candidaturas e eleger mulheres, trabalhadoras, jovens, negras, LBTs que defendem a democracia, a soberania nacional, nossos direitos e um Brasil livre do fascismo. Vamos esperançar e ocupar as ruas, as redes, os espaços de poder para transformar a política e a vida das mulheres e do povo brasileiro!

Viva o 8 de março, dia internacional da mulher. Viva a luta feminista!
Em Defesa da Democracia, FRENTE AMPLA JÁ!

União Brasileira de Mulheres - UBM
Confederações das Mulheres do Brasil - CMB

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