Espaço Cultura e Diversidade
Monday, 19 August 2019 17:12

Conhecendo os Coletivos do Fui Feita Pra Vadiar, um tributo às Mulheres do Samba

Conhecendo os Coletivos do Fui Feita Pra Vadiar, um tributo às Mulheres do Samba Imagem divulgação: Amigas do Samba

Da série "conhecendo os coletivos do 'FUI FEITA PRA VADIAR - um tributo às Mulheres do Samba", hoje vamos dar continuidade mostrando um pouco sobre mais 4 coletivos: Samba de Dandara, Negras Em Marcha, Samba da Elis e Amigas do Samba. Confira!

Fonte: Newsletter Amigas do Samba

AMIGAS DO SAMBA

O grupo Amigas do Samba que surgiu em agosto de 2011, é um movimento sociocultural de sororidade que, incentiva a reflexão e a conscientização sobre a questão da crescente violência contra a mulher. Dialogamos sobre o Machismo na perspectiva de que tanto mulheres quanto homens, são vítimas dessa supervalorização de características físicas e culturais, associadas ao sexo masculino. A música, especialmente o samba, é a nossa ferramenta primordial nesta luta, sendo que o repertório por nós utilizado, é embasado em pesquisa musical desde a década de 20 até os dias atuais, cujos temas são o machismo e a violência contra a mulher e seus papeis na sociedade. Procuramos incentivar e incluir a participação das mulheres, de todas as idades, no samba, estimular o interesse e o aprimoramento das integrantes, bem como exaltar as cantoras e compositoras brasileiras de todos os tempos. Lutamos contra qualquer tipo de Preconceito e Desigualdade

SAMBA DE DANDARA

Samba de Dandara

Samba de Dandara é samba de empoderamento e exaltação às mulheres sambistas, às grandes compositoras, às grandes intérpretes, às guerreiras do samba. A concepção de Samba de Dandara carrega o peso e a inspiração de Dandara, umamulher negra, guerreira e referência histórica na luta contra a escravização. Carregar esta marca significa rememorar,homenagear e promover a resistência feminina e negra sob a forma de uma representação musical que passeia por ritmosafro-brasileiros, sobretudo o samba em suas diversas vertentes – ijexás, afoxés, pontos de candomblé e umbanda. A banda constrói um debate pautado na ancestralidade, no protagonismo feminino e em discussões sobre os espaços ocupados pelas mulheres no universo do samba e na sociedade. Maíra da Rosa (voz), Laís Oliveira (cavaco), Laurinha Guimarães (violão),Mariana Rhormens, (flauta e percussão), Ana Lia Alves (percussão), Tati Salomão (percussão) e Kamilla Alcântara (percussão).

SAMBA NEGRAS EM MARCHA

Samba Negras em Marcha

O Samba Negras em Marcha surgiu em 2015, a partir da reunião de mulheres negras artistas de diferentes idades que se mobilizavam para a Marcha das Mulheres Negras daquele ano. Utilizando suas habilidades nas artes como ferramenta de luta e afirmação, cantoras, dançarinas, atrizes, compositoras, percussionistas e artistas visuais decidiram unir forças para fazer do samba e de outros ritmos afro-brasileiros o pano de fundo das bandeiras de luta contra o racismo, o machismo e a LGBTfobia. Composto por mulheres que atuam em coletivos e frentes que pautam a questão de gênero, racial, e LGBT, tais como a Coletiva Luana Barbosa, Ilú Obá de Min, Bloco Siga Bem Caminhoneira, Levante Mulher, Sarrada no Brejo, Marcha das Mulheres Negras e Marcha Mundial de Mulheres, Sarau Manas e Monas e Ilê Axé Oju Oyá. Louvando as pombagiras, os encantados, as Yabás e a força feminina em diferentes formas, o Samba Negras em Marcha evoca a ancestralidade como pilar essencial do protagonismo. São mulheres que entoam canções próprias e de suas pares, num grito pela liberdade de serem o que quiserem ser. Que tocam tambores, agogôs, tamborins; instrumentos harmônicos e melódicos, na levada que faz do samba o ritmo que rege a luta. São mulheres negras que falam sobre as suas dores travestindo-as em poesia, ampliando a voz que foi negada a elas, mas que sempre esteve ativa e precisa, cada vez mais, aparecer com a altivez que merece.

SAMBA DA ELIS

samba de elis2

O Samba da Elis é um Festival que acontece todo terceiro domingo do mês na Praça Elis Regina com 3 anos e 9 meses de existência e resistência. O encontro mensal visa ampliar a representatividade feminina no samba e na música, ao incentivar a participação e criar oportunidades para as mulheres como musicistas, cantoras ou compositoras, por meio da realização de rodas abertas e apresentação de grupos. A ideia é criar um espaço acolhedor e convidativo para as mulheres viverem a experiência de serem protagonistas em uma roda de samba aberta. Incentivar que o público feminino participe deste momento musical, que é aberto para iniciantes e experientes, é um meio de naturalizar a presença das mulheres nesse ambiente, de modo a desconstruir o imaginário machista e sexista vigente no samba e na sociedade.

O ESPETÁCULO

convite

"Fui Feita Pra Vadiar - Tributo às Mulheres do Samba" é um espetáculo musical que agrega a participação de seis coletivos de samba e atrizes da cultura popular, atuantes na cidade de São Paulo, em frentes estéticas e políticas pela emancipação das vozes das mulheres e da negritude na sociedade brasileira. Originados em diferentes momentos, os coletivos produzem nesse encontro, a partir de suas semelhanças bem como da diversidade gerada pelas diferenças, um diálogo musical sobre a narrativa histórica do samba pela perspectiva das autorias femininas. Samba Negras em Marcha, Amigas do Samba, Samba da Elis, Sambadas, Samba de Dandara e Pura Raça apresentam suas referências em ordem cronológica de composições, prestando dessa maneira uma justa femenagem às compositoras responsáveis por abrir caminhos para que mais mulheres pudessem tomar parte na roda da história. Teremos também a intervenção das atrizes Palomaris e Regina Santos.

O espetáculo marca a abertura do Encontro Estéticas das Periferias. Idealizado pela Ação Educativa, o Estéticas das Periferias chega à sua nona edição em 2019. Nos últimos anos, o encontro tem mobilizado inúmeros espaços culturais nas áreas periféricas da capital paulistana, a partir do experimentalismo artístico. Para reafirmar que a produção artística das quebradas não pode ser definida como algo único e homogêneo, o nome do encontro é definido no plural e sua diversidade está expressa em seus eixos curatoriais: produção cultural de mulheres, direitos humanos, culturas negras, direito à cidade, meio ambiente e futebol e cultura. O evento conta com a parceria de 42 entidades culturais em seu núcleo curatorial – entre coletivos, instituições públicas e privadas, além de muitos artistas, programadores e agentes culturais – e nesse ano terá mais de 60 atrações e atividades. Acesse a programação na íntegra em Estéticas das Periferias.

SERVIÇO

Show: "Fui Feita Pra Vadiar - Tributo às Mulheres do Samba"

Data: 25 de agosto, às 19h00

ENTRADA FRANCA

Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer (Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 2 - São Paulo/SP).

Duração: 120 minutos.

Espetáculo gratuito. Retirar os ingressos uma hora e trinta minutos antes do Show.

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parceria

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