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Quinta, 08 Março 2018 19:14

Pesquisa: Leci Brandão é a Deputada que mais representa a população negra

Leci Brandão Leci Brandão Rafael Berezinski

Estudo aponta, ainda, que lideranças políticas femininas são as maiores referências para eleitores negros e negras. A pesquisa Afrodescendentes e Política foi realizada na cidade de São Paulo e está disponível na internet.

Na tarde desta quarta-feira, 07/03, o portal Alma Preta divulgou dados do estudo Afrodescendentes e Política. De acordo com descrição da pesquisadora, Luanna Teófilo, o principal objetivo do levantamento foi "analisar questões de identificação com: pautas, candidatos e partidos políticos que mais representam as demandas e opiniões de afrodescendentes". Pesquisa disponível aqui.

Leia a íntegra da matéria abaixo.

Eleitorado negro se sente mais representado na política por mulheres

Pedro Borges 07 Março 2018

Os três nomes negros que mais representam os afrodescendentes na política são Leci Brandão (PC do B), Benedita da Silva (PT) e Marina Silva (Rede). De acordo com a autora da pesquisa, a resposta reforça o papel de liderança das mulheres dentro da comunidade negra. Ativistas e intelectuais negras também apontam os limites da política de identidades.

Leci Brandão Benedita da Silva Capa

Deputada Estadual Leci Brandão (PCdoB/SP) / Deputada Federal Benedita da Silva (PT/RJ)

Texto / Pedro Borges
Imagem / Divulgação

Três mulheres negras são apontadas como as figuras do meio político que mais representam o eleitorado afro-brasileiro. De acordo com o estudo Afrodescendentes e Política, 46% dos entrevistados que conhecem um candidato negro se sentem representados por Leci Brandão (PC do B), 27% por Benedita da Silva (PT) e 25% por Marina Silva (Rede).

Para Luanna Teófilo, coordenadora da pesquisa, o documento aponta o papel de liderança das mulheres negras, apesar de inseridas em uma sociedade racista e machista.

“Há um histórico ancestral de lideranças negras femininas. Se por um lado há um traço negativo brasileiro em relação à mulher negra, o estudo também demonstra a força delas”.

Questionados se conheciam algum político negro, 64% dos participantes do estudo disseram que sim e 36% que não. Entre os que conheciam, 23% deles citaram Leci Brandão, 10% Paulo Paim (PT) e 10% Benedita da Silva.

Depois, uma imagem com a foto de vários políticos que podem ser candidatos em 2018 foi apresentada ao público e foi perguntado quais desses o entrevistado já havia ouvido falar. Marina Silva foi recordada por 80,9% do público, Leci Brandão 78,3%, Netinho de Paula (PDT) 79%, Agnaldo Timóteo 72,9%, Benedita da Silva 64,9%, Orlando Silva (PC do B) 55,6%, Fernando Holiday (DEM) 38,8%, e Paulo Paim 35,6%.

A presença entre os mais recordados de nomes como Fernando Holiday, contrário às cotas raciais e ao feriado da consciência negra, e Marina Silva, defensora de uma política econômica neoliberal, exige uma reflexão sobre os limites da política de identidades, segundo Rosane Borges, doutora em comunicação pela ECA-USP e autora do livro “Esboços de um tempo presente”.

“Eu posso até me identificar com a Marina Silva, mas a identificação não supõe que ela representa a população negra enquanto um segmento que tem reivindicações históricas. Ela se autoidentificar e se autoreconhecer como negra não é suficiente”.

Suzane Jardim, historiadora e uma das autoras da obra “Tem Saída?”, acredita que a exigência de figuras representativas no plano identitário seja uma pauta mais recente para a população negra brasileira se comparada à norte-americana.

Para ela, é interessante se ater ao exemplo norte-americano para que a comunidade negra brasileira não repita os mesmos equívocos de lá, aqui. Os EUA, por exemplo, tiveram um presidente negro, Barack Obama, e uma série de figuras no legislativo e executivo, fatores que não frearam a violência racial naquele país.

Obama Reprodução Corpo

Barack Obama, ex-presidente dos EUA (Foto: Divulgação)

“Nunca antes na história dos EUA se teve tantos congressistas negros. O ponto paradoxal de tudo isso é que mesmo com tanta representação política de um modo inédito, não se impediu o extermínio do povo negro, denunciado pelo Black Lives Matter, não se impediu que a polícia continuasse sendo esse braço armado e que o encarceramento em massa continuasse nesses níveis”.

Por isso Rosane Borges crê na necessidade de convergir com os dois aspectos, a representação identitária e política.

“Não basta a pessoa se dizer negra. A gente tem que pensar na política de representação do voto, para uma plataforma que de fato possa responder, atender e estar em consonância com uma base política de reivindicação das mulheres, negros, LGBTs”.

A pesquisa, realizada entre 17 e 27 de Novembro de 2017, foi feita na cidade de São Paulo. Foram ouvidos 1.607 eleitores nas diferentes regiões da cidade. 9% dos entrevistados moravam no centro, 16% na zona norte, 21% na leste, 24% na oeste e 30% na sul.

O nível de confiança do estudo é de 95%, com a margem de erro de 3%. A pesquisa foi quantitativa e entrevistou pretos e pardos, o que segundo o IBGE compõem o grupo racial negro, com mais de 16 anos de idade.

Fonte: Alma Preta

Ler 1774 vezes Última modificação em Segunda, 12 Março 2018 15:23

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