Espaço Cultura e Diversidade
Quarta, 02 Maio 2018 20:33

Leci Brandão marca presença no Projeto Social Negralizando – Casarão Vila Guilherme!

Leci Brandão marca presença no Projeto Social Negralizando – Casarão Vila Guilherme! Blog Afroativismo Digital

Projeto Social Negralizando e Centro Cultural Vila Guilherme – Casarão convidaram Leci Brandão para falar sobre o “Papel da Cultura Como Elemento Pelo Fim do Genocídio da Juventude Negra e Periférica”.

Por Alessandra Nascimento do Blog Afrotivismo Digital

No dia 18 de Abril de 2018, a cantora e deputada estadual Leci Brandão à convite do Projeto Social Negralizando compareceu ao Centro Cultural Vila Guilherme – Casarão para falar sobre o tema: “Papel da Cultura Como Elemento Pelo Fim do Genocídio da Juventude Negra e Periférica”.

Um dos temas abordados foi o genocídio da juventude negra que segundo a ONU, atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência. Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida.

No mesmo encontro dessa quarta-feira, foi pautada a importância do empoderamento da mulher negra e da construção da identidade para a formação de novas lideranças que irão garantir a representatividade de 54% da população afro-brasileira, tendo em vista o número de mulheres não negras e negras na política que totalizam somente 14,2 % (70.265) para o cargo de vereadora e 0,13% (652) ao cargo de prefeita.

Em fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de Deputada Estadual pelo estado de São Paulo, tendo sido eleita com mais de 85 mil votos e reeleita em 2014. Leci Brandão é a segunda mulher negra eleita em 180 anos no Estado de São Paulo para o cargo de Deputada Estadual que já foi ocupado primeiramente por Theodosina Rosário Ribeiro na década de 1970.

Madrinha da Escola de Samba Mangueira do Rio de Janeiro, Leci fez parte da ala de compositores da agremiação e foi comentarista entre 1984 e 1993 dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro pela TV Globo. Após uma pausa de seis anos, voltou a comentar o Carnaval carioca de 2000 a 2001. Entre 2002 e 2010 comentou os desfiles das Escolas de Samba de São Paulo pela mesma emissora.

Com 24 álbuns lançados e uma carreira de 40 anos de sucesso, destacam-se as composições de cunho político e social como “Zé do Caroço”, composta pela artista em 1978 em plena Ditadura Militar, onde é contada a história de um policial aposentado que torna-se um líder comunitário defendendo os direitos do povo local. “Anjos da Guarda” trata-se de uma homenagem aos professores. Já “Ombro Amigo” fala um pouco sobre a luta de cada dia de pessoas homossexuais que muitas vezes têm que se esconder para não serem vítimas de agressões físicas e verbais.

Nesse mês, no último dia 14 completou um mês do assassinato da Vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Segundo testemunhas, Marielle chegou à Casa das Pretas, na rua dos Inválidos, na Lapa, para mediar um debate promovido pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) com jovens negras, por volta das dezenove horas.

Segundo imagens obtidas pela polícia, um Cobalt com placa de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, estava parado próximo ao local. Em torno das vinte e uma horas, Marielle deixou a Casa das Pretas com uma assessora e um motorista, sendo logo seguida pelo mesmo veículo. Por volta das vinte e uma horas e trinta minutos, na Rua Joaquim Paralhes, no Estácio, o Cobalt emparelha com o carro de Marielle e faz treze disparos. Nove acertam a lataria e quatro acertam o vidro.

A vereadora foi atingida por três tiros na cabeça e um no pescoço e o motorista levou ao menos três tiros nas costas, causando a morte de ambos. A assessora foi atingida por estilhaços, levada a um hospital e liberada. A polícia declarou acreditar que o carro dela foi perseguido por cerca de quatro quilômetros. Os executores fugiram do local sem levar quaisquer bens. O caso segue sob investigação, onde a polícia considera a possibilidade de execução política por milicianos.
Marielle era socióloga, feminista, militante dos direitos humanos, da população LGBT, negros e moradores de favelas, sendo eleita com mais de 46 mil votos e tornando-se a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro pelo partido do PSOL durante a eleição municipal de 2016. Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes.

Diante da grande comoção em todo o Brasil e no mundo em torno de sua morte, não poderíamos deixar de perguntar à Leci Brandão o seu ponto de vista político sobre essa triste notícia e você confere a resposta no vídeo abaixo:

marielle por leci

Ler 120 vezes Última modificação em Quarta, 02 Maio 2018 20:40

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